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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018

A História da Cidade

OS PRIMEIROS COLONIZADORES DO TERRITÓRIO DE IÚNA

Roberto Carlos Scardino Justo Marcondi
autor de livros sobre a historia de Iúna
Advogado, historiador, membro do Instituto Historio e Geográfico do Estado do Espirito Santo


Colonização do território

A vasta região que originou o Município de Rio Pardo, hoje denominado "Iúna", foi desbravada a partir de 1814 com a construção da Estrada São Pedro de Alcântara, também conhecida como "Estrada Nova do Rubim" e a construção dos "Quarteis" a distancia de 03 léguas um o outro, ao longo da estrada.

Os primitivos habitantes eram os PURIS. Indígenas de pequena estatura. De cabelos pretos e lisos, de pele escura. Não eram hostis.

Mas a fixação de moradores se deu a partir de 1845 com o trabalho dos missionários capuchinhos, que resultou na construção da primeira capela dedicada a São Pedro de Alcântara.

As primeiras famílias que se fixaram no local eram de origem luso-brasileira.

Com a noticia de que o leito do Rio Pardo era coberto de ouro, varias famílias da Província de Minas Gerais se dirigiram para a região, na época conhecida como "Sertão do Norte".

Desiludidos com a escassez do ouro, essas famílias mineiras se dedicaram à agricultura, especialmente no plantio de cana-de-açúcar e fumo.

Com as construção das primeiras "fazendas", chegaram no território os primeiros escravos.

O povoado de São Pedro de Alcântara teve sua primeira Igreja inaugurada em 1858.

O Distrito foi criado em 14 de julho de 1859, como parte do Município de Viana.

A partir de 1860, muitas famílias mineiras, cujos patriarcas haviam participado da Guerra do Paraguai, receberam as "sesmarias" e se estabeleceram no território do Rio Pardo. Dentre as quais, podemos enumerar: Almeida, Ribeiro de Almeida, Ferreira Vale, Ferreira Laje, Ferreira de Amorim(Tebas), Mariano Pereira (Osorio Pereira), Justo, Leite, Barbosa, Florindo, Machado da Silva, Silveira, Ambrósio, Castro, Moraes, Nunes de Oliveira, Fonseca.

Muitas outras famílias de origem luso-brasileira se fixaram no território nas décadas que se seguiram: Leal, Oliveira, Dias de Moura, Goulart, Trindade, Martins, Andrade, Monteiro, Amaral, Batista, Gomes, Felisbino.

Mas o apogeu da colonização do território se deu a partir de 1872, quando chegaram os primeiros imigrantes italianos, responsáveis pela introdução da cultura do café, eram os irmãos: Raffaelle e Giuseppe D'Amico (Raphael e Jose Maria de Amigo), originários da pequena cidade de Castelluccio Superiore, Potenza, sul da Itália.

A partir de 1875 e até o ano 1906, varias famílias italianas se fixaram em Rio Pardo, trazendo religiosidade, cultura e progresso econômico para o então Arraial de São Pedro de Alcântara do Rio Pardo.

Dentre as primeiras famílias italianas, podemos citar: Amigo (D'Amico), De Biase, Lofego (Lofiego), Scardini (Scardino), Vivacqua, Pagani (Pagano), Conde (Conte), Gioia, Carlomanho (Carlomagno), Catalano, Labanca, Chrispim (Crispino), Bazzarella, Celano, Poncio (Ponzio), Tiengo, Scossulini, Finamoure, Pevidor (Pividori), Lora, Ambrósio, Gallotti, Parente.

Posteriores ao periodo da grande imigração, outras famílias italianas se fixaram na região no inicio do século XX: Salotto, Oggioni, Dal Rio, Colleta, Campanharo (Campagnaro), Henriques, Prottes, Finotti, Marcondi, Vimercati, Cassini, Casini.

O Distrito de Rio Pardo foi elevado a Município no ano 1890, separando-se de Cachoeiro de Itapemirim, ao qual pertencia desde 1867.

No final do século XIX algumas famílias de origem suíça e alemã também se fixaram no território: Roncem de Poncem, Montemor, Hubner Miranda, Emmerich, Heringer, Sathler, Muller, Cesar, dentre outras.

Do mesmo periodo a família Lamy, de origem francesa.

E somente nas primeiras décadas do século XX (apos 1930) famílias de origem libanesa chegaram ao território: Antonio (Mansur Amar), Alcure, Fadlalah, Chequer, Bou-Habib. E apos a década de 50: Cade, Bechepeche, Abikahir.